É possível sentir a felicidade suprema através do exercício?
Olá, meus caros amigos,
Provavelmente já ouviram milhões de vezes como o exercício é importante por várias razões, mas hoje vou partilhar a minha visão sobre isso convosco.
Ao longo dos anos, sendo eu profissional de saúde, muitas vezes conheço de perto a vida dos meus pacientes e também testemunho as mudanças. Como parte dos planos de tratamento que já prescrevi, em 9 de cada 10 casos, uma das minhas recomendações foi sempre algum tipo de exercício! Por isso, também penso que o exercício é a chave para uma vida feliz. Pergunto sempre aos meus pacientes que tipo de exercício gostam de fazer, já que cada um de nós tem preferências diferentes, claro. Felizmente, a maioria concorda em praticar algum tipo de actividade física.
Alguns dos meus pacientes dizem que gostam de dançar, como Zumba ou Salsa; outros preferem andar no passadeira ou no cross trainer; desportos como natação, ténis e badminton são os favoritos de muitas pessoas, enquanto outros acabam por preferir mais o yoga. Seja qual for o seu desporto favorito, praticar algum exercício deixá-lo-á mais feliz e mais saudável.
A razão pela qual atribuo tanta importância ao exercício não é apenas porque ajuda a perder ou manter o peso, mas, mais importante, porque o exercício melhora a função cerebral ao ajudar a sintetizar neurotransmissores cerebrais como a serotonina, catecolaminas e dopamina. Ao melhorar a actividade cerebral, conseguimos superar mais facilmente a susceptibilidade ao desenvolvimento de depressão, ansiedade, transtornos de pânico e transtornos alimentares (que infelizmente são muito comuns no Reino Unido). Sempre enfatizo que uma mente saudável dará ainda um corpo mais saudável.
Estudos clínicos mostram que o exercício aumenta o fluxo sanguíneo e os níveis de oxigénio no cérebro. Também estimula a libertação das substâncias químicas cerebrais (hormonas) responsáveis pela produção de células no hipocampo, a parte do cérebro que controla o humor, a memória, as emoções e a aprendizagem. Assim, o exercício pode ajudar a melhorar os níveis de concentração e a capacidade cognitiva e até a reduzir o risco de doenças neurodegenerativas cognitivas, como a Alzheimer.
Tudo o que precisa de fazer é identificar que forma de exercício mais lhe agrada e, depois, praticá-la diariamente ou, pelo menos, algumas vezes por semana. Uma vez que encontrar o tipo de exercício de que gosta, já nem será um trabalho fazê-lo…
Com os melhores cumprimentos,
Vidhi Patel, R&D Consultant & Nutrition Consultant at Minerva Research Labs
